terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Representantes de PMs e do governo do Ceará se reúnem nesta noite


Associação diz que quer acabar paralisação ainda nesta terça-feira (3).

PMs estão parados desde quinta-feira (29).



André Teixeira
Do G1 CE


Foto: O globo

Um grupo do comando do movimento de paralisação dos policiais e bombeiros deve se reunir na noite desta terça-feira (3) com representantes do governo do estado do Ceará para negociar uma nova proposta no Palácio da Abolição, sede do governo.

A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar diz que quer acabar a paralisação ainda nesta terça-feira (3). A negociação vai ser intermediada pela procuradora geral da Justiça Socorro França. Segundo o Presidente da Associação de Cabos e Soldados, Pedro Queiroz, eles entraram em ''consenso verbal'' sobre três pontos: incorporação ao salário de R$ 859 já pagos para servidores do turno da madrugada; redução da escala de trabalho e anistia.

Entenda o caso

No dia 29 de dezembro parte dos policiais militares e bombeiros do Ceará decidiram paralisar as atividades até se reunirem com o governador do estado, Cid Gomes, para ouvir as reivindicações da categoria. Desde o início da paralisação, os funcionários estão acampados no 6º Batalhão da Polícia Militar. Os policiais usaram carros da companhia para bloquear a rua que dá acesso ao Batalhão e secaram os pneus dos veículos.

No Batalhão também estão filhos e mulheres dos servidores. De acordo com o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar, Flávio Sabino, estão acampados no local cerca 800 policiais e 400 familiares. Ainda conforme Sabino, as crianças estão instaladas em conforto e eles estão se alimentando com doações de vizinhos e amigos.

Os policiais e bombeiros reivindicam reajuste salarial reajuste de 80% em quatro anos, sendo aumento de 20% em cada ano e pedem ainda anistia pela participação em ato de protesto no dia 17 de dezembro, quando servidores protestaram durante uma visita de Cid Gomes a obras do Metrofor, o metrô de Fortaleza.

Por conta da paralisação dos PMs, cerca 10.000 segundo Flávio Sabino, o governo do estado decretou situação de emergência e convocou homens das Forças Armadas e Força Nacional de Segurança Pública, autorizada pela presidente Dilma Rousseff em edição extra do Diário Oficial da União de 31 de dezembro.

Na segunda-feira (2), a Justiça decretou retorno imediato dos policiais e bombeiros ao trabalho. Em caso de descumprimento da determinação, cada policial está sujeito a multa diária de R$ 500, e as associações devem pagar multa de R$ 15.000. Apesar da decisão, os PMs seguem paralisados, acampados no 6º Batalhão.



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