segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Ceará ocupa a 4ª posição em registro de novos casos de Hanseníases Nordeste


Colônia Antonio Diogo em Redenção retrata história no tratamento da doença desde 1928.

Por: Luciano Augusto

O Dia Mundial de Luta Contra a Hanseníase é lembrado neste domingo (29). Apesar de o Brasil ter registrado uma recente redução de 15% na incidência da hanseníase, a data é importante para lembrar a importância da prevenção contra a doença, principalmente nas regiões onde a prevalência de casos é maior.

O Ceará ocupa a 13ª posição em registro de novos casos no Brasil e o 4º lugar no Nordeste. Em 2010, no Estado, 2071 pessoas foram infectadas, dos quais 5,4% destas são menores de 15 anos. No Brasil, no mesmo período, foram registrados 37.610 novos casos. O país ocupa a segunda posição no ranking mundial, perdendo apenas para a Índia que, em 2010, teve 133.717 novos casos.

Apesar de eficácia do tratamento, com 99% de chances de cura, a eliminação da doença é dificultada principalmente pelo índice de abandono ao tratamento.

A Hanseníase é uma doença infecciosa, causada pelo bacilo de Hansen. A transmissão da doença ocorre através das vias respiratórias. Pode também ser transmitida pelo contato com feridas abertas do doente. No entanto, quase 90% das pessoas têm resistência natural ao bacilo, ou seja, podem entrar em contato com o bacilo, sem desenvolver a doença.

Os principais sintomas são: manchas brancas ou avermelhadas dormentes, dor nos nervos dos braços, das mãos, das pernas ou dos pés. O tratamento da doença é simples, gratuito, e é encontrado em postos e centros de saúde. A primeira dose do medicamento mata 90% dos bacilos, e a doença deixa de ser transmitida. O tratamento não pode ser interrompido e, na maioria das vezes, dura seis meses.

"A hanseníase é uma doença que historicamente sempre teve uma carga de preconceito, de estigma. E sem dúvida nenhuma, se nós não criarmos mecanismos de apoio social, para que essas pessoas façam o diagnóstico e façam o tratamento, elas vão ter medo, vão ter vergonha de buscar a unidade de saúde, vão esconder da sua família essa situação, dos vizinhos. E com isso a gente evita que novos casos sejam identificados e que a gente consiga efetivamente garantir a eliminação da hanseníase", alerta o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Em agosto de 2011 a Assembleia Legislativa do Ceará realizou audiência pública sobre o assunto com autoridades da área de saúde que debateram o tema. Durante o encontro foi destacado o trabalho realizado na Colônia de Antonio Diogo, em Redenção, com vítimas da doença. Leia aqui.

Fonte: Ceará Agora




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