segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Polícia já tem dois suspeitos do assassinato do bancário

O assassinato do gerente de crédito do Banco do Brasil está relacionado às suas atividades profissionais.

A Polícia já tem os nomes de dois suspeitos de envolvimento no assassinato do bancário e empresário Miguel Peixoto, 57 anos, gerente de crédito da agência do Banco do Brasil de Quixadá (a 158Km de Fortaleza). Peixoto foi morto por um pistoleiro no fim da tarde da última sexta-feira, crime que causou consternação e revolta na população daquele Município. A vítima era muito conhecida na região, membro do Rotary Clube e ex-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).

O assassinato aconteceu por volta 118h15min horas, no momento em que Miguel Peixoto chegava à sua residência, no Centro, após cumprir o expediente bancário. Um homem que estava em uma motocicleta de cor vermelha já espera a vítima no local. Foram disparados, pelo menos, cinco tiros à curta distância.

Ferido, Miguel Peixoto foi levado para o Hospital Municipal Eudásio Barroso, mas morreu quando era atendido no setor de emergência.

Negócios

A Polícia já está convencida de que o crime tem relação direta com as atividades profissionais do homem assassinado. Os nomes dos dois suspeitos foram levantados com base nas primeiras investigações feitas ainda na noite de sexta-feira e madrugada de sábado por policiais da Delegacia Regional de Quixadá e por uma equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), enviada à aquela cidade do Sertão Central por determinação expressa do delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Carlos Araújo Dantas.

Supostamente, Peixoto vinha sendo ameaçado, muito embora não tivesse prestado queixa à Polícia. Dias antes do crime, desconhecidos tentaram incendiar um dos seus veículos, uma caminhonete F-1000 em um posto de combustível de Quixadá. O fato só não se concretizou porque populares viram quando os desconhecidos agiam e alarmaram. Aquele teria sido um ´aviso´ que os criminosos fizeram ao gerente.

Liberação

Como responsável pela liberação de financiamentos para comerciantes, empresários e outros clientes do BB naquela região, Peixoto estaria, conforme as primeiras diligências, sendo pressionado a liberar um empréstimo para um dos suspeitos. Como não vinha cedendo à pressão, passou a ser ameaçado.

As investigações em torno do caso deverão ser compartilhadas entre o delegado-regional de Quixadá, Marcos Sandro Lira Nazaré; e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. Ainda na noite de sexta-feira, o delegado Márcio Rodrigo Gutierrez (da DHPP) foi a Quixadá colher os primeiros indícios do crime para, posteriormente, elaborar um relatório inicial em torno da pistolagem.

Pistas

Seguindo pistas, policiais civis e militares receberam informações dando conta de que, após o crime, o pistoleiro teria fugido em sua moto vermelha em direção ao vizinho Município de Banabuiú. Diligências foram feitas na região, mas o acusado não foi localizado. Equipes do 11º Batalhão Provisório da PM (Quixadá), sob o comando do tenente-coronel Edvar Azevedo Rocha, fazem buscas na região desde a última sexta-feira, seguindo determinação do comandante do Policiamento do Interior (CPI), coronel Sérgio Costa.

O corpo de Miguel Peixoto foi necropsiado no Núcleo de Ciências Forenses de Quixeramobim e, na tarde de sábado, velado no auditório da CDL de Quixadá. Diversas autoridades e lideranças empresariais de todo o Sertão Central compareceram ao velório e ao enterro.

Queima-roupa

5 tiros foram disparados contra o gerente do Banco do Brasil de Quixadá. A vítima foi atacada pelo pistoleiro quando estava na porta de sua residência

Fernando Ribeiro
Editor de Polícia
Diário do Nordeste





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