sábado, 20 de agosto de 2011

742 mil morrem por doenças crônicas



Brasília. O Ministério da Saúde lançou ontem em Brasília o Plano Nacional para Reduzir as Mortes por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Atualmente 72% das mortes no País são causadas por esse tipo de enfermidade, o que representa 742 mil mortes por ano.

Entre as principais enfermidades estão câncer, diabetes, doenças respiratórias, hipertensão e doenças cardiovasculares como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a meta do Brasil é reduzir em 2% ao ano mortalidade prematura por DCNT.

A meta brasileira vai ser levada para a Conferência Mundial de Saúde especifica para DCNT, a ser promovida em setembro, pela ONU. "Estamos muito convencidos que se inaugura um novo capítulo na saúde. Esta reunião é uma conferência de alto nível e somente três vezes antes a ONU patrocinou uma conferência para a saúde. Quando o mundo se une, causa um forte impacto", disse Padilha.

De acordo com o ministro, a taxa de mortalidade prematura - até os 70 anos - por este tipo de doença é de 255 a cada grupo de 100 mil habitantes. Com a proposta brasileira, espera-se chegar a uma taxa de 196 por 100 mil habitantes em 2022. Segundo Padilha, estima-se que 63% das mortes no mundo, em 2008, tenham ocorrido por DCNT, um terço delas em pessoas com menos de 60 anos.

Nordeste

O Norte e Nordeste apresentaram menor declínio na mortalidade por DCNT de 1996 a 2007, permanecendo com as maiores taxas do País. Apesar disso, o Nordeste foi a região que apresentou uma das maiores quedas na prevalência de fumantes, caindo de 13,9% da população em 2006 para 11,2% em 2010.

Em relação às atividades físicas no lazer, o estudo do Ministério da Saúde aponta que quanto menor a renda da população, menor a incidência de atividades físicas.

Ane furtado
Sucursal Brasília
 


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