segunda-feira, 2 de maio de 2011

Esporte:
Timão vence Palmeiras nos pêaltis e enfrenta o Santos na final do paulistão





O Corinthians se classificou para a decisão do Campeonato Paulista depois de empatar com o Palmeiras por 1 a 1, no tempo normal, e vencer nos pênaltis (6 a 5), neste domingo, no Pacaembu, em atuação contestada do árbitro Paulo César de Oliveira.

Ramirez, que marcou o último, deixou o Pacaembu
 como um dos heróis da classificação corinthiana
Sergio Neves/AE
Até os 20 minutos, só dava Verdão, que recuou depois da contusão de Valdivia e do erro do árbitro, que expulsou injustamente o zagueiro Danilo.

Aos dez, o meia chileno tentou de fora da área, Julio Cesar rebateu e Luan chutou cruzado. A bola passou na frente do gol e ninguém apareceu para completar.

Três minutos depois, bem no jogo, Valdivia recebeu de Cicinho e soltou a bomba. Julio Cesar fez boa defesa e mandou a escanteio.

Depois, começou a dar tudo errado para o Alviverde. Valdivia deu o chute no ar e sentiu a parte posterior da coxa esquerda. O meia seria substituído por Lincoln, mas em seguida Danilo dividiu forte com Liedson e foi expulso. Os dois mereciam apenas cartão amarelo. Para recompor a defesa, Luiz Felipe Scolari colocou o zagueiro Leandro Amaro.

Em seguida, o treinador palmeirense discutiu com Tite, fez gestos contra a arbitragem e foi expulso. Para piorar, Cicinho voltou a sentir a lesão na virilha e também precisou ser substituído. João Vitor entrou em seu lugar.

O Corinthians só assustou aos 42 com Liedson de cabeça. Deola se esticou e mandou a escanteio.

Mesmo com um homem a menos, o Palmeiras voltou melhor no segundo tempo. Taticamente, o Verdão era perfeito e seguiu fazendo boa partida. Na bola parada, Marcos Assunção sempre oferecia perigo.

Aos cinco minutos, o volante cobrou falta e Julio Cesar tirou do ângulo direito. No entanto, dois minutos depois, o Palmeiras abriu o marcador. Assunção bateu escanteio e Leandro Amaro desviou de cabeça: 1 a 0 Verdão.

O Corinthians se mandou ao ataque e conseguiu o empate aos 18, também depois de cobrança de escanteio. Jorge Henrique bateu e Willian, que tinha acabado de entrar no lugar de Dentinho, cabeceou para o gol. O zagueiro Leandro Amaro ainda tirou a bola, mas ela tinha ultrapassado a linha: 1 a 1.

Até o fim, o Palmeiras mostrou garra e Marcos Assunção foi o comandante alviverde em campo. Aos 25, ele achou Luan, que pegou de primeira e obrigou Julio Cesar a salvar com os pés.

O volante palmeirense ainda tentou duas vezes. Na primeira, acertou o travessão em cobrança de falta. Depois, chutou para a defesa segura do goleiro corintiano.

Com o empate, a decisão foi para os pênaltis. Depois de 5 a 5 na primeira série, o palmeirense João Vitor parou em Julio Cesar. Ramirez bateu e colocou o Corinthians na decisão.

Polêmica marca a classificação corintiana

Agora, desenrolem as bandeiras: dá Santos ou Corinthians? Enfim, as intrigas e as trocas de acusações dão espaços para que os melhores times do Palistão comecem a decidir domingo, em local ainda indefinido, o título estadual. A FPF confirma nesta segunda-feira os dois cenários dos últimos duelos.

Apesar do mando santista, é possível que os confrontos aconteçam na Capital. Na véspera, o Santos já havia conquistado uma das vagas. Hoje, o Corinthians pôde assegurar a segunda nas tensas cobranças de pênaltis. Em minoria no Pacaembu, a Fiel pôde comemorar a sofrida classificação no estádio barulhento pela presença dos mandantes que lá estavam como absolutos donos da casa. Que também pertence aos alvinegros que saíram como vencedores. Ao dividir o território, porém, os dois rivais comprovaram que guerra é sempre guerra na história dos irredutíveis inimigos. Portanto, não poderiam faltar implacáveis lances que voltaram a esquentar a briga no cartão vermelho apontado ao zagueiro Danilo logo nos primeiros instantes da batalha.

Seria tudo muito estranho se Felipão, um dos algozes dos juízes, não fosse expulso ainda na fase inicial. Pior: aos gritos de Tite, que entregaria o comandante adversário ao árbitro Paulo César de Oliveira. Scolari teria simulado na palma das mãos a mímica endereçada ao vilão palmeirense como se o polêmico personagem do apito roubasse os palmeirenses.

O que mais interessa é ver se nas finais Neymar e Paulo Henrique Ganso, ao ritmo do badalado Muricy, farão do Corinthians as mesmas traquinagens que derrubaram o São Paulo do perfeccionista mas desatento Carpegiani. Como a magia, o jeito e a sutileza prevaleceram sobre os eventuais descuidos tricolores, só resta ao Santos liberar a fácil fluência e as teorias reviradas pelo avesso para, quem sabe, erguer o troféu do bicampeonato.

Se o Santos do surpreendente goleiro Rafael, do experiente Elano e do ágil matador Zé Love simboliza o que há de mais revolucionário no futebol moderno, o Corinthians nunca é de rejeitar o espírito de força que caracteriza os verdadeiros campeões. Bastaria conferir o retrospecto de um dos maiores colecionadores de títulos nas finalíssimas de matar ou de morrer na frente da barulhenta Fiel, a 12ª força do Timão. Ou a primeira? Como explicar tanta fé? Só que o Santos chega inspirado na inconfundível irreverência dos Reizinhos da Vila. Enfim, esperem a hora do choro de um e da alegria de outro.

(Nelson Cilo)

Fonte:
Diário da Grande ABC



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