quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

REGIONAL:
Em Limoeiro do Norte agentes elaboram ações para combater a dengue

Mesmo sem casos da doença em 2009, Limoeiro quer alcançar bairros com infestação do mosquito transmissor.

A estação chuvosa está chegando e, com ela, o risco maior da reprodução do mosquito transmissor da dengue, tão conhecido pelos cidadãos. As poças e outros aglomerados de água parada que se formam neste período pode aumentar a incidência do Aedes aegypti.

Apesar de não ter registrado nenhum caso de dengue em 2009, os agentes do núcleo de endemias e zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde reuniram-se, nesta quarta-feira (20/01), na Câmara Municipal, para traçar as estratégias de prevenção à dengue deste ano. Além da proliferação, o Ministério da Saúde preconiza que os municípios aumentem a atenção diante de casos que forem confirmados.

Desde o início do mês, praticamente toda semana tem chovido neste município, muito ou pouco, com intervalos de dois ou três dias. Nas comunidades ribeirinhas, o lixo que se joga nas matas marginais dos rios, o que serve de acúmulo de água é do que precisa o mosquito da dengue. Nas comunidades da zona rural mais longínquas, onde é mais comum o uso de potes para consumo doméstico de água, a atenção está voltada para o recipiente. "Está vedado? Se não estiver, a gente veda, porque ali existe o risco, e temos uma parceria com as residências, para fazer a vedação de potes, caixas-d’água e tambores nas casas", explica Rosa Aurenir, coordenadora do Núcleo de Endemias e Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde.

Apesar do baixo índice de infestação do mosquito, autoridades de saúde entendem que deve haver um monitoramento constante para evitar novos casos de dengue.
Notificações

Em 2009, foram 148 vedações nas comunidades do município com maior índice de positividade de infestação. Das 53 notificações levadas para análise em laboratório, todas deram resultado negativo para contaminação de dengue. Nem por isso deixou de haver infestação em localidades tradicionalmente com maior reprodução do mosquito. Em ordem decrescente estão as comunidades de KM 60, Sucupira, João XXIII e Luis Alves de Freitas. Nos três primeiros, o índice de positividade para infestação do mosquito está acima do que preconiza o Ministério da Saúde - 1%. Mas na média geral, com as 32 localidades do município, o índice ficou em 0,32%, bem abaixo do nível de risco maior.

"Mas não estamos felizes, sabemos que os lugares precisam ser constantemente monitorados. Naquelas comunidades com maior incidência, além da fiscalização nos seis ciclos anuais, fazemos visitas a cada 15 dias, fazendo vedação e levando orientação", afirma Rosa Aurenir. É o caso da comunidade de KM 60, na Chapada do Apodi, tradicionalmente com registro de infestação do mosquito transmissor. Na manhã desta quarta-feira (20/01), o supervisor Antônio Gomes, do Núcleo de Endemias, divulgou os dados na Câmara Municipal de Limoeiro do Norte.

Não haver registro de casos de dengue pelos órgãos da saúde não implica, necessariamente, na ausência de casos confirmados da doença, pois os técnicos apontam casos em que pacientes se auto-medicam em casa, o que é condenado pelos médicos.

Também há casos de médicos particulares que não realizam registro público na Secretaria Municipal da Saúde de um caso confirmado. Em janeiro do ano passado, um caso confirmado da doença que entrou na contabilidade representa, segundo a coordenadora Rosa Aurenir, remanescente de dezembro de 2009, "porque o resultado do exame demorou a chegar, mas foi um caso pontual".

A orientação agora também é intensificada para os pacientes com os sintomas da dengue, que mesmo nos atendimentos privados façam a sorologia, que possa diagnosticar a doença. A informação pode orientar a Secretaria da Saúde para evitar demais casos nas proximidades de onde a pessoa infectada vive.

Para estratégias em 2010, o Núcleo de Endemias estará intensificando o monitoramento em mais duas comunidades, totalizando 34 bairros fiscalizados. Será feito também um deslocamento para novos bairros antes não monitorados no lugar dos bairros que registraram negativo em todos os seis ciclos de 2009 - os ciclos contabilizam dados parciais das localidades e permitem que os técnicos intensifiquem os trabalhos.
Infestação 0,32 por cento foi o índice de infestação em Limoeiro do Norte em 2009. O número é abaixo do que é considerado preocupante pelo Ministério da Saúde, que é acima de 1%.

RISCO

“O monitoramento precisa ser intenso, pois existe o risco maior com as chuvas". ROSA AURENIR - Coordenadora do Núcleo de Endemias e Zoonose do Município de Limoeiro do Norte.

Mais Informações:
Núcleo de Endemias do município de Limoeiro do Norte
Vale do Jaguaribe
(88) 3423.1590
Informações: Diário do Nordeste / Reportagem e Foto: Melquíades Júnior


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