terça-feira, 24 de novembro de 2009

Caio Prado suplica por segurança pública

*Do Correspondente Everardo Bezerra

Medo e insegurança são fatores que tem preocupado os moradores do Distrito de Caio Prado, município de Itapiúna, Sertão Central. Os moradores têm convivido com uma onda frequente de furtos, roubos e muitas desordens principalmente nos fins de semana. Solicitam as autoridades de Segurança Pública a reativação do posto policial, localizado na Rua Francisco Saraiva, nº 41 próximo ao mercado público e Praça São José. O prédio do antigo posto policial está deteriorado e abandonado.

Os moradores já se reuniram várias vezes tentando sensibilizar a cúpula da polícia sobre o problema. O padre Luciano Limaverde e outros representantes da comunidade já foram ao Comando de Polícia do Interior em busca de solução, mas até o momento nada foi feito para tranqulizar o problema. Acreditam que em breve o distrito receberá visitantes em busca de obter votos e prometendo novamente as velhas e repetidas promessas.

O prédio do "antigo" posto da delegacia de polícia está quase sem nada, os vândalos retiraram portas, janelas, telhas, madeira e até fios da instalação elétrica. Em Caio Prado, a situação é no mínimo grave, quando o assunto é "Segurança Pública".

Até o ano de 1996 não havia registro de homicídios nas ruas de Caio Prado. Até aquela época, Caio Prado era tida como um dos distritos mais tranquilo do Ceará. As ocorrências policiais se davam às vezes por desordem causada por excesso de bebidas alcoólicas.

A radiadora do poeta Luiz Bezerra, (hoje o poeta mora em Fortaleza), era o único meio de comunicação local e sempre as 16h00, entrava no ar o programa 'ao cair da tarde' sob a direção do poeta. Conselhos aos jovens, oração das 6 da tarde (Ave-Maria), poesias, sonetos, divulgação de aniversários e notas de utilidade pública, faziam do programa um sucesso na pacata comunidade de Caio Prado. Depois, o serviço de som, passou a ser administrado pelo senhor Everardo Bezerra (sobrinho do poeta), que deu continuidade até o ano de 2006 quando foi desativado. Nessa tempo o som já pertencia a Prefeitura Municipal de Itapiúna, e por conta da falta de manutenção, o prefeito Dr. Felisberto Clementino, atendendo a pedidos de alguns "moradores" resolveu desativá-lo. Hoje em dia, o serviço de som ainda faz falta ao povo, que já se acostumara, com os bons conselhos, as boas músicas e a suave voz do poeta Luiz Bezerra, e depois, sob o comando de Everardo Bezerra. Nas décadas de 60, 70, 80 e início de 90, Caio Prado, tinha um efetivo policial, o destacamento se dava sempre por um delegado da polícia militar e dois soldados. Quem dos caiopradenses não lembra do saudoso Sargento João Dias (homem de moral), dos soldados Mairton, Da Silva, Mirton, Batista, Arimatéia e tantos outros que nos garantiam mais tranquilidade.

Depois da desativação da sub-delegacia, aí começaram a surgir roubos, crimes, a desordem, há comentários de que há um acentuado grau de uso de drogas na pacata comunidade. A Associação dos Amigos de Caio Prado, juntamente com a Igreja Católica, está com um abaixo-assinado, pronto, para a coleta de assinaturas e ser entregue ao comando de policiamento do interior. O policiamento que existe hoje, vem de Itapiúna, às vezes nos fins de semanas, o delegado Civíl, dr. Amaury Holanda as vezes aparecem pela comunidade.

Everardo Luiz Lopes Bezerra
Correspodente da Revista Central em Caio Prado
Matéria Autorizada pelo Site Revista central


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