terça-feira, 17 de novembro de 2009

Brasil é o 75º país em ranking da corrupção, diz ONG

RICARDO GOZZI - Agencia Estado

SÃO PAULO - O Brasil passou da 80ª para a 75ª posição no novo relatório anual da Transparência Internacional (TI) sobre corrupção. O País figura ao lado de Colômbia, Peru e Suriname, todos com nota 3,7. Apenas 51 dos 180 países avaliados pontuaram acima de 5. A Nova Zelândia ficou em 1º lugar, com nota 9,4, sendo considerado o país menos corrupto do mundo. As nações em que há conflitos armados em andamento continuam figurando como os mais corruptos.

Somália, Afeganistão, Mianmar, Sudão e Iraque ocupam as piores posições no ranking, segundo o estudo, elaborado com base na percepção de corrupção no setor público em 180 países e em sondagens com empresários e especialistas. A nota da Somália foi 1,1 numa escala de zero a dez.
"Esses resultados demonstram que os países percebidos como os mais corruptos são também aqueles afetados por antigos conflitos, que devastaram sua estrutura de governança", diz nota divulgada pela entidade. "Quando instituições essenciais são fracas ou inexistentes, a corrupção sai de controle e o despojo dos recursos públicos alimenta a insegurança e a impunidade", prossegue o comunicado.

Na outra ponta, além da Nova Zelândia, Dinamarca (9,3), Cingapura (9,2), Suécia (9,2) e Suíça (9,0) figuram entre os países considerados menos corruptos, segundo o documento intitulado "Barômetro Global de Corrupção 2009".

A boa performance desses países é atribuída pela organização não-governamental "à estabilidade política, a controles efetivos sobre conflitos de interesse e a instituições públicas sólidas e funcionais". Os Estados Unidos (7,5) caíram da 18ª posição em 2008 para a 19ª este ano.

Citada no comunicado divulgado junto com o estudo, Huguette Labelle, diretora da TI, adverte que os pacotes de estímulo elaborados em meio à mais recente crise financeira internacional tornam "essencial a identificação dos pontos nos quais a corrupção impede a boa governança e a prestação de contas".


Fonte: Estadão.Com


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