segunda-feira, 9 de novembro de 2009

30% da população de Quixadá consume drogas e faz da cidade a cracolândia do sertão

Após reportagem publicada no site Revista Central denunciando o aumento do consumo de crack entre adolescentes do Sertão Central, o correspondente da TV Jangadeiro, Júlio Cezar Ribeiro, destacou uma matéria relacionada ao assunto na manhã de hoje. A reportagem batiza Quixadá como a cracolândia do sertão.

Na reportagem exiba no programa Ceará Noticias, o reportagem desta segunda-feira(09) o correspondente apresentou um dado surpreendente e que deve ser analisado pela autoridades publicas. O repórter afirma que 30% da população do Município consome algum tipo de droga, principalmente o crack, a fonte da informação é do Conselho Tutelar, caso seja real, 24 mil quixadaenses fazem uso de drogas.

Na reportagem, uma menor de 14 anos de idade dá um depoimento assustador, disse que iniciou o uso de drogas com apenas 7 anos de idade, a sua irmã foi a mentora de ter dado a droga, “a minha irmã mim ensinou a usar o crack” relava a adolescente.

Na reportagem do site Revista Central o coordenador da Comunidade Nova Esperança, instituição filantrópica que atende a cerca de 40 ex-usuários em recuperação no município de Quixadá, Biaggio Manzari, afirma que nos últimos três anos o uso do crack triplicou na cidade dos monólitos. “Nos últimos três anos o crack se espalhou de forma incrível, praticamente o consumo triplicou aqui em Quixadá”. A afirmação Manzari.

Segunda a Delegada de Policia Civil, Erika Ferreira, são lavrados por semana de dois a três casos de flagrantes envolvendo usuários de drogas.

A promotora de Justiça, Ana Karine Serpa, disse que diariamente recebe pessoas pedindo auxilio, principalmente os pais, eles pedem que os seus filhos sejam internados, a promotora afirma que uma internação em clinica particular tem preço muito elevado e fora da realidade das maiores das famílias, "Eles vem aqui no ministério publico em busca de intermediar a internação desses menores" afirma Karine Serpa.

Uma pedra varia entre R$ 5,00 e R$ 10,00. É mais barato que a cocaína, mas, como seu efeito dura muito pouco, acaba sendo usado em maiores quantidades, o que torna o vício muito caro, pois seu consumo passa a ser maior. Francineide Amorim, Presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do município de Quixadá, afirma que a maioria dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas no município são usuários da droga. “Muitas vezes eles precisam roubar para manter o vício”. Francineide completa dizendo que um Centro de Atenção Psicossocial, especializado em álcool e drogas (Caps - AD) já está em fase em implantação no município e que isso ajudará bastante no tratamento.

Em Quixadá não existe um abrigo público voltado para a internação de dependentes de drogas, enquanto isso, o sangue e a violência têm tendência de crescimento na região.

Confira na íntegra a reportagem da TV Jangadeiro, correspondente Júlio Cesar Ribeiro. Cabe apenas uma observação na matéria quando o repórter diz que Quixadá tem 70 mil habitantes, dado do IBGE divulgado recente releva que a população já ultrapassou os 80 mil moradores.

Matéria Autorizada pelo site Revista Central


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